e assim como eu vivo, morreram eles,
consumidos de naúsea e prantos.
Há tempos o tédio fez do meu peito um templo.
Cheio de desilusão e desapego
aspiro o pó da mente dos eternos gênios.
O amor corrói-me devagar
e, a cada fibra, sinto que ele é apenas como o álcool
que ao chegar em sua última gota, simplismente há de me deixar...
Todos os meus ídolos se foram em desventura,
suplicavam uma utópica pureza, mas assim como eu,
regozijavam-se de uma vida impura!
Todos os meus ídolos se foram aos vinte anos,
e por estas noites brindarei
em memória à estes pobres anjos...
Um brinde!
Bira L. Silva


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