e cobriu minha mão quando frio o clima estava.
Foi como para Tristão sua Isolda,
para a lucidez toda droga que eu precisava.
Ela foi, sim, para a noite a lua que faltava,
deixou sua escarificação em meu mundo.
Enquanto Harvey ao seu corpo o amor costurava,
eu só temi o quanto isso era ávido e profundo...
Escrevo ao pó, ao pretérito sucumbido na mente,
para um morto congelado na alegria de morrer,
e escritas assim tais palavras sempre serão presente!
Hoje, em minha mão a pequena luva já não coube.
Adormeceu fria em uma noite de Saturno
a mão de quem conheceu o amor e outra vez amar não soube.
Bira L. Silva
