Finitude
Quando o senil poeta adormecer as pálpebras no escuro
saberá que cada árdua palavra nunca fora trivial.
E por certo restará vestígios de sua dor por este mundo
pois nunca soube ele usar o ponto final...
Um pássaro baterá à porta e dirá: "Nunca mais".
Mas nos ecos do seu sono ele entenderá: "Para sempre".
Pois em sua arte há a dor que o viver leva e traz
e dela restará algo para que alguém dele se lembre!
Saberá que fora, em vida, diferente então,
dos lobos que à tudo troxeram o fim,
das mãos zumbis que afogaram toda luz na escuridão.
Saberá que fora diferente dos que nunca deveriam ter nascido,
amores de toda uma vida,
nenhum por uma vida vivido!
Bira L.Silva
30/05/11