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"Eu não tinha medo de observar as coisas horríveis, mas ficava apavorado com a idéia de nada ver..." (Poe)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Finitude

Finitude


Quando o senil poeta adormecer as pálpebras no escuro
saberá que cada árdua palavra nunca fora trivial.
E por certo restará vestígios de sua dor por este mundo
pois nunca soube ele usar o ponto final...

Um pássaro baterá à porta e dirá: "Nunca mais".
Mas nos ecos do seu sono ele entenderá: "Para sempre".
Pois em sua arte há a dor que o viver leva e traz
e dela restará algo para que alguém dele se lembre!

Saberá que fora, em vida, diferente então,
dos lobos que à tudo troxeram o fim,
das mãos zumbis que afogaram toda luz na escuridão.

Saberá que fora diferente dos que nunca deveriam ter nascido,
amores de toda uma vida,
nenhum por uma vida vivido!


Bira L.Silva
30/05/11

The structure of poetry - Um filme de Bira L. Silva

Gosto de me expressar, não que eu tenha talento ou me ache portador de algum, por que se para Camões faltava "saber engenho e arte" como disse o própio, para minha singela imagem falta ainda TUDO, para chegar aos pés desta sublime palavra... Finalizei este curta em outubro de 2010, quiz mostrar um artista, ou poeta, se desgastando no tédio, tentando se expressar de alguma forma. É sobre como é lento e doloroso um processo de criação...Espero que gostem.